Há alguns anos eu venho passando por uma mudança em meu ser. Claro que cada minuto de vida colabora para a nossa mudança, mas estou falando de uma mudança significativa e muito evidente, uma “transformação”.
Sou inundada por questões, perguntas, em tudo que faço, em tudo que vejo. Tudo (ou quase tudo) me leva a uma reflexão sobre o assunto.
E eu sempre gostei de cantar, mas sou muito tímida (mais do que pareço) para cantar na frente de outras pessoas, apesar de sonhar muito com isso. Porém, alguns outros “sonhos” que eu tinha me fizeram questionar enfaticamente por quê eu os tinha.
Na época eu aderi a moda de querer “ser uma ceo de sucesso e viajar ao mundo” e eu sonhava com isso, mas era um sonho tão vazio e sem propósito que nunca consegui fazer nada para alcançá-lo porque na realidade não era meu sonho. Era o sonho de alguém, mas não era o meu.
E a partir desse acontecimento eu sempre me questiono do porquê das minhas ações. Por que quero algo? Por que faço isso?
Um dos questionamentos acerca do mundo que eu comecei a me questionar, por exemplo, foram estilos de roupas, tatuagens e etc.
Alerta de polêmica (não intencional);
Já vi alguns pastores bem tatuados falando coisas como “mas eu tenho uma tatuagem de cruz, as pessoas vão ver minha tatuagem e saber que sou cristão”, um argumento bem parecido que já ouvi de um colega meu “eu tenho uma tatuagem de anime, as pessoas sabem que eu gosto de anime”. E não quero criticar, mas gostaria de deixar um questionamento; É tão importante assim que as pessoas, que você nem conhece, saibam ao te olhar que você gosta de anime ou é cristão?
Até que ponto nós somos nós mesmos e quando começamos a ser “produto do meio”?
Eu entendo que seja uma questão natural, “me diga com quem tu andas que direi quem tu és”, e toda a questão neurocientífica em relação ao ambiente modular nosso comportamento que não focarei nesse momento.
Mas falando para nós cristãos, precisamos de uma “marca” ou de uma “bandeira” para sermos vistos como seguidores de Cristo? Por que nos importamos tanto em sermos vistos pelos outros? Claro que muitos fazem o bem apenas por amor a Deus, mas estou falando dos que fazem para serem vistos pelos homens. E questiono porque eu já fui assim.
Como diz em Mateus 6: “Tenha cuidado! Não pratiquem suas boas ações em público, para serem admirados por outros, pois não receberão a recompensa de seu Pai, que está no céu. Quando ajudar alguém necessitado, não façam como os hipócritas que tocam trombetas nas sinagogas e nas ruas para serem elogiados pelos outros. Eu lhes digo a verdade: eles não receberão outra recompensa além dessa. Mas, quando ajudar alguém necessitado, não deixem que a mão esquerda saiba o que a direita está fazendo. Deem sua ajuda em segredo, e seu Pai, que observa em segredo, vos recompensará.”
O que me lembra uma reflexão incrível de Lewis:
“Quando um homem melhora, torna-se cada vez mais capaz de perceber o mal que ainda existe dentro de si. Quando um homem piora, torna-se cada vez menos capaz de captar a própria maldade. Um homem moderadamente mau sabe que não é muito bom; um homem completamente mau acha que está coberto de razão. Nós sabemos disso intuitivamente. Entendemos o sono quando estamos acordados, não quando adormecidos. Percebemos os erros de aritmética quando nossa mente está funcionando direito, não no momento em que os cometemos. Compreendemos a natureza da embriaguez quando estamos sóbrios, não quando bêbados. As pessoas boas conhecem tanto o bem quanto o mal; as pessoas más não conhecem nenhum dos dois.”
O que quero deixar como reflexão é o seguinte: O Único que importa é aquele que verdadeiramente nos conhece e que pode nos salvar, só Ele conhece nosso coração, nossa mente e nossas reais motivações.