“Gerar é se tornar pai e mãe de alguém, ao passo que criar é fazer. E a diferença é esta: quando você gera, concebe algo do mesmo tipo que você.” - página 208
“O que Deus gera é Deus; da mesma forma que o que o ser humano gera são seres humanos.” - página 208
“Uma estátua tem a forma de um ser humano, mas não está viva. Da mesma forma, o ser humano tem a “forma” ou semelhança de Deus, mas não recebeu o mesmo tipo de vida de Deus.” página 209
“A vida espiritual, que está em Deus desde toda a eternidade e que fez todo o universo natural, é Zoé. É certo que Bios tem uma semelhança meio vaga ou simbólica com Zoé, mas apenas o tipo de semelhança que há entre a foto e o lugar, ou a estátua e o ser humano. Uma pessoa que deixasse de ter Bios para ter Zoé teria de ter passado por uma transformação tão radical quanto uma estátua que deixasse de ser pedra esculpida para ser homem real. É disso precisamente que o Cristianismo se ocupa. Este mundo é uma grande loja de esculturas, nós somos as estátuas e há rumores por aí de que alguns de nós, algum dia, despertaremos para a vida.” - página 210
Eu lembrei da cena de Nárnia - em que Aslam traz o Sr. Tumnus de volta a vida - assim que li essas páginas, achei, além de genial, completamente arrebatadoras essas palavras. Acredito ter sido uma das melhores analogias já feitas em relação a forma como Deus quer que nos transformemos a cada dia.
Já li 5 livros do Lewis e posso falar com toda certeza que são livros inesgotáveis, são livros transformadores e que tão vontade de conhecer cada vez mais a Deus. Esse livro especificamente - Os Quatro Amores - é uma jornada de conhecimento e filosofia, ele entregou muito mais do que eu esperava. Não é uma leitura tão simples, mas é uma das mais simples do Lewis e vale muito a pena.