Eu vou te falar quando eu comecei a ser de fato uma pessoa feliz.

Foi no último dia do ano de 2022. As coisas não estavam como eu gostaria, eu estava magoada, não tinha as coisas que eu queria, não era quem eu queria, não era a amiga que eu meus amigos mereciam. Então nesse dia, eu decidi que eu seria feliz e eu analisei toda a minha vida, as conversas que tinha, os amigos que eu tinha, o que eu fazia e que eu não queria fazer mais.

E eu decidi ser feliz. Parece simples e na verdade é. Eu comecei a olhar o que eu tinha ao meu redor, apreciar o café da manhã, o cheiro da comida antes de sair o almoço, as cores das flores, das árvores, do céu, de toda a beleza que tinha à minha volta. Sempre estiveram ali, nas conversas com os verdadeiros amigos, nas horas que passávamos cantando e tocando violão de noite quando a luz acabava em casa, nas risadas, nas palhaçadas, nas piadas internas, vivendo o agora, como ele era e sendo grata e feliz.

A felicidade é um estado de espírito, é o ser. O estar é muito volátil, dependente, depende de coisas, situações, conquistas. Mas o “ser feliz” é uma escolha, é ela é possível graças às pequenas coisas, se não podemos ser gratos pelo o que temos, que já é muito, como podemos ser gratos por coisas maiores? E a grande verdade é que o valor está nas coisas pequenas, no tipo de coisa que o dinheiro não compra, que o tempo não apaga, que o coração não esquece. Essas coisas, são tudo. E devemos ser gratos por cada uma delas.